Por dentro das Disfunções Urinárias

Alguns cuidados podem prevenir cálculo renal

Ela tem diversos nomes: litíase, urolitíase, nefrolitíase, mas quando aparece aquela dor lombar aguda, unilateral e de forte intensidade já surge a dúvida "Será que é pedra nos rins?”. Também conhecida como cálculo renal, o problema é mais comum em homens do que mulheres devido a maus hábitos, como beber pouca água e abusar do sal.

O urologista Dr. Jorge Antonio Pastro Noronha (CRM RS- 11343), explica que alguns dos fatores para o desenvolvimento das pedras nos rins estão ligados à desidratação, que ocorre quando bebemos pouca água ou quando suamos em excesso; o consumo excessivo de comidas com proteínas e alto teor de sódio (sal), além de infecções urinárias recidivas (que podem reaparecer).

"As pedras nada mais são do que pequenos cristais constituídos por excesso de sais mineiras, cálcio, oxalatos, fosfato ou cistina que podem se acumular na região do trato urinário (rim, bexiga e uretra). No entanto, o cálculo renal ainda pode apresentar outras possíveis causas, tais como alterações anatômicas no trato urinário, distúrbios metabólicos do ácido úrico e obstrução das vias urinárias”, relata o médico.

E por que dói? Porque conforme a pedra se movimenta ela pode machucar o lugar por onde passa, podendo ocasionar até sangramentos, que geralmente notamos ao fazer xixi, embora a sensibilidade varie de indivíduo para indivíduo. Além disso, dentro do rim a pedra é assintomática. A dor intensa surge por conta da obstrução da via urinária, que impede a passagem da urina. À medida que o cálculo migra, as cólicas se intensificam.

Além da cólica renal, a pedra no rim pode apresentar outros sintomas, como febre (em causas de infecções), vômito, interferência no fluxo urinário, desconforto para urinar, infecção urinária e aumento da necessidade de fazer xixi.

Quando diagnosticada, o tratamento vai depender do tamanho do cálculo. Se apresentar diâmetro inferior a 5 mm, elas são apenas vigiadas. Já os cálculos maiores podem ser tratados com litrotripsia, que consiste em ondas de choque no local onde está o cálculo está alojado para explodir a pedra, ajudando a fragmentar a pedra e facilitando sua saída do organismo.

A recuperação costuma ser rápida e a grande maioria dos pacientes é tratada ambulatorialmente.

Uma vez detectada e tratada a pedra, é preciso vigiar porque dependendo da causa que a gerou, podem surgir outras. Para isso, o especialista recomenda o acompanhamento periódico com o urologista e medidas preventivas baseadas na composição da pedra de acordo com o tipo de cálculo renal desenvolvido.

Como medidas preventivas, Dr. Jorge reforça a importância da ingestão diária de pelo menos dois litros de água e diminuir o consumo de alimentos ricos em proteínas e sal, bem como evitar segurar o xixi por muito tempo.

Agora, com a chegada das estações quentes, é preciso redobrar o cuidado, pois o corpo transpira mais, o que exige mais reposição de líquido.