Por dentro das Disfunções Urinárias

Dia Mundial da Incontinência Urinária: Não seja refém

O dia 14 de março centraliza a atenção para o Dia Mundial da Incontinência Urinária, disfunção que acomete mais de 10 milhões de pessoas, entre homens e mulheres, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Grande parte das pessoas acometidas pela doença vive à margem da sociedade, por falta de informação, diagnóstico e tratamento adequados. Por isso, a data temática concentra diversos esforços e ações para orientar a população de que independente de sexo ou idade, a disfunção urinária não deve ser encarada como um curso normal e que tem tratamento.

Em função da privação que a incontinência urinária gera em quem convive com o problema, em 14 de março o Conjunto Nacional, localizado no coração da Avenida Paulista, em São Paulo, será palco da ação educativa: #nãosejarefém, que contará com a distribuição de folders informativos sobre a doença, suas consequências e tratamentos.

Dr. José Carlos Truzzi (CRM 70519), mestre e doutor em urologia pela UNIFESP, conta que a data é importante não apenas pela conscientização a respeito das disfunções urinárias, que são muito frequentes, mas pelo devido esclarecimento sobre suas consequências, que levam milhares de pessoas ao isolamento, bem como o leque de tratamentos disponíveis.

"Os motivos que levam ao desenvolvimento da incontinência urinária são vários e alguns deles são gerados por outras disfunções ou doenças de base, tais como AVC, trauma raquimedular, esclerose múltipla, o que torna muito comum atribuir a perda de urina como mera consequência, natural, e sem solução, quando isso não é verdade”, explica o médico.

O constrangimento pela perda de urina e a sensação de impotência em lidar com ela faz com que o indivíduo limite suas atividades laborativas e sociais de rotina para evitar situações desconfortáveis.

Dr. Truzzi conta que as terapias para a incontinência urinária se desenvolveram bastante nos últimos anos, oferecendo um leque multidisciplinar que soma de forma importante para o melhor acolhimento das necessidades de cada caso.

"Medicamentos anticolinérgicos, fisioterapia pélvica, aplicação de toxina botulínica A e procedimentos cirúrgicos compõem a linha de tratamento de quem sofre com a doença, com ótimos resultados para a melhora da qualidade de vida dos pacientes”, relata dr. Truzzi.

 

Dados gerais da Incontinência Urinária

SINTOMA TIPOS TRATAMENTOS
Perda involuntária de urina, podendo variar em intensidade de acordo com a causa e evolução da doença.
  • Incontinência Urinária de Esforço: A perda urinária ocorre ao tossir, espirrar ou fazer atividade física. Acomete mais frequentemente as mulheres, como consequência da gestação e parto natural, bem como devido ao enfraquecimento do assoalho pélvico na terceira idade.
  • Incontinência Urinária de Urgência: Ocorre como consequência de outra disfunção, a bexiga hiperativa, que por sua vez pode ser ocasionada por outras doenças de base, como doenças neurológicas – entre as quais estão Esclerose Múltipla e Mal de Parkinson, lesões medulares, ou mesmo por causa idiopática (sem origem identificada).
  • Medicamentos orais
  • Fisioterapia pélvica
  • Toxina botulínica A
  • Cirurgias