Por dentro das Disfunções Urinárias

Incontinência urinária em homens e mulheres ocorre de forma igual?

Alguns problemas envolvendo o trato urinário (rim, ureter, bexiga, uretra, próstata) podem desencadear algum tipo de disfunção miccional, sendo a mais comum a incontinência urinária. Ela pode acometer tanto homens quanto mulheres, apesar de ser um pouco mais prevalente no público feminino. No entanto, cada sexo apresenta peculiaridades que podem ser determinantes para a evolução da disfunção.

Em primeiro lugar, é importante saber que a incontinência urinária pode ser sintoma de doenças temporárias e tratáveis, como constipação intestinal, obesidade, efeito colateral de um tratamento qualquer e infecções no trato urinário. Mas, ela também pode estar relacionada a doenças neurodegenerativas como Doença de Alzheimer, esclerose múltipla, Doença de Parkinson, ou ainda com derrame cerebral (popularmente conhecido como AVC), lesões medulares, bexiga hiperativa, comprometimento dos músculos da pelve, entre outros.

Entrando no cenário da incontinência urinária masculina, suas causas são variadas e a identificação da origem é essencial para o tratamento adequado. Em homens sem problemas neurológicos, esta disfunção está, na maioria das vezes, associada à história de cirurgias prostáticas, pois durante esses procedimentos pode haver lesão do esfíncter ou do nervo responsável pelo seu funcionamento levando a perdas urinárias, que também podem decorrer do excesso de contrações da bexiga durante o enchimento ou mesmo de transbordamento da urina.

No público feminino, a perda involuntária de urina pode ocorrer em 40% das mulheres após a menopausa, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Entretanto, o principal fator de comprometimento da musculatura do assoalho pélvico e que pode acarretar perda urinária se dá por conta da gestação e do parto natural – que sobrecarregam em peso e esforço esta região. Se considerarmos mulheres menoupausadas e que já foram gestantes, estes fatores então se somam.

Em ambos os sexos, as alternativas de tratamento variam entre opções medicamentosas, fisioterapia, procedimentos estimuladores, injetáveis, minimamente invasivos e cirurgias de maior complexidade.

O tratamento, que deve ser orientado a partir de um diagnóstico com o urologista, pode variar de acordo com a gravidade da disfunção e da resposta de cada organismo.

Ao fazer da doença um tabu, muitas pessoas deixam de procurar ajuda profissional, restringem-se de atividades importantes e se isolam de compromissos sociais. Mas, é importante saber que a perda urinária, apesar de ser comum, não é normal e deve ser tratada para uma vida mais plena.