Por dentro das Disfunções Urinárias

Mal de Parkinson também pode desencadear bexiga hiperativa

O Mal de Parkinson é conhecido, principalmente, por desencadear tremores e rigidez dos membros, especialmente braços. A doença é caracterizada pela degeneração da substância nigra, presente em uma pequena região do cérebro e que causa interferências funcionais que se estendem por todo o corpo. No entanto, outros sintomas se desenvolvem a partir da evolução da doença – entre eles um pouco divulgado: a bexiga hiperativa neurogênica.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados revelando que a expectativa de vida da população acima de 65 anos aumentou 21%, estimando que aproximadamente 200 mil pessoas são acometidas pela Doença de Parkinson. Dentro deste quadro, conclui-se que a disfunção urinária a ela atrelada também evoluirá na população, especialmente na terceira idade, cuja faixa etária é mais propensa a apresentar tanto o Mal de Parkinson quanto a bexiga hiperativa.

Quanto à disfunção urinária, o paciente pode ser acometido pela bexiga hiperativa neurogênica, pois está ligada a fatores neurológicos – neste caso, o Mal de Parkinson. "Os sintomas de tremor e rigidez de membros, bastante conhecido da população, também acometem outros órgãos, como a bexiga, fazendo com que o indivíduo sofra contrações involuntárias do músculo e vá muitas vezes ao banheiro, característica clássica da bexiga hiperativa e que muitas vezes se apresenta como incontinência urinária”, explica Dr. Ariel Scafuri (CRM 7122-CE), urologista e professor da Universidade Federal do Ceará.

O tratamento de base do Mal de Parkinson é realizado com o neurologista, devendo-se agregar outras especialidades para tratamentos específicos de seus sintomas, como é o caso do urologista para as disfunções urinárias.

O tratamento das disfunções miccionais geradas pelo Mal de Parkinson são iguais as de outras origens neurogênicas, sendo composta de medicamentos, fisioterapia e toxina botulínica A.

Não há uma forma contundente de combater o Mal de Parkinson, mas especialistas apontam que uma vida saudável com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física pode atuar de forma preventiva e também colaborar para retardar os sintomas da doença.