Por dentro das Disfunções Urinárias

O fumo e sua relação com as doenças urológicas

Com mais de cinco mil substâncias presentes em sua composição, o cigarro chega a ser responsável por mais de 50 doenças. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 47% de toda a população masculina mundial e 12% da feminina fumam. A OMS ainda alerta que se o consumo de produtos como cigarro, charuto e cachimbo não diminuir o número de mortes causadas pelo tabagismo pode chegar a 10 milhões por ano.

Devido à sua composição, o cigarro pode desencadear problemas ligados ao coração, à circulação e ao sistema respiratório. Em cada tragada a pessoa inala, aproximadamente, 4.700 substâncias tóxicas e como a fumaça do cigarro é absorvida por combustão seus prejuízos são ainda maiores.

Dentre os malefícios do tabaco estão câncer, risco de derrame, bronquite, enfisema, infarto, aneurisma, trombose, varizes e, foco do nosso texto de hoje, câncer de bexiga.

Câncer de bexiga

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em parceria com o Hospital das Clínicas da FMUSP, mostrou que 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentavam histórico de tabagismo. No caso deste tipo de câncer, ele se desenvolve porque muitas substâncias nocivas do cigarro são absorvidas e eliminadas pela urina, afetando o sistema genito-urinário.

É preciso estar atento a sinais como sangue no xixi (hematúria) e mudanças nos hábitos urinários – urinar com frequência maior que a habitual, sensação de dor ou queimação ao urinar e urgência para ir ao banheiro, mesmo quando a bexiga não esteja cheia.

E o mais importante: caso desconfie de alguma dessas anormalidades, não hesite em consultar um urologista, pois o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

Repensar seus hábitos e aderir um estilo de vida mais saudável pode ser o primeiro passo para uma grande conquista. Além disso, abandonar um mau hábito pode ter suas vantagens:

 

O que você ganha se ficar sem fumar por...
20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal
2 horas: não tem mais nicotina circulando no sangue
8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza
2 dias: o paladar ganha sensibilidade novamente
3 semanas: a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
5 a 10 anos: o risco de sofrer infarto passa a ser igual ao de quem nunca fumou