Qualidade de Vida

Qualidade de Vida

À medida que a bexiga hiperativa e a incontinência urinária dificultam o desempenho das atividades sociais e profissionais, elas afetam diretamente a qualidade de vida, interferindo também no aspecto emocional dos indivíduos que sofrem de forma crônica com estas disfunções. 

Dentre as consequências diretas da bexiga hiperativa sobre seus portadores, estão:

  • Noites mal dormidas e maior cansaço ao longo do dia, em virtude de a pessoa acordar diversas vezes durante a noite com urgência para ir ao banheiro;
  • Interrupções frequentes das refeições, que quando realizadas em casa de amigos, parentes e restaurantes, causa grande desconforto emocional; 
  • Necessidade de paradas constantes nos percursos de deslocamento para atividades sociais ou de trabalho;
  • Interrupção do trabalho com frequência, devido a necessidade de ir ao banheiro;
  • Diminuição do desejo sexual; 
Além destes fatores, se a bexiga hiperativa não for tratada, pode evoluir com infecções sérias no trato urinário e interferir na função renal. No entanto, existem alternativas que podem ajudar os pacientes a ter uma vida mais plena, sem tantas privações, como: 
  • Buscar o tratamento adequado e segui-lo corretamente;
  • Fazer uso das medicações apropriadas;
  • Toxina botulínica tipo A;
  • Exercícios fisioterápicos;
  • Cirurgias – em último caso.

Além disso, algumas manobras simples sobre os hábitos de vida também podem somar de forma importante: 

  • Evitar as bebidas alcoólicas, bem como as que contenham cafeína, como refrigerantes e chás, que atuam como estimulantes da bexiga. Atentar para a quantidade e horários apropriados para tomá-las, intercalando com água para a diluição dos seus componentes e a minimização de seus efeitos;
  • Evitar alimentos muito condimentados e apimentados, pois contêm irritantes vesicais, seguindo as mesmas orientações de consumo citados nos líquidos acima;
  • Realizar exercícios pélvicos orientados por profissionais, que ajudam fortalecer a musculatura responsável pela micção;
  • Doutrinar os horários de ida ao banheiro, com intervalos definidos de duas a quatro horas, evitando situações de urgência e possível descontrole miccional;
  • Procurar suporte multiprofissional (via urologista, nutricionista e psicólogo) para o melhor atendimento de todas as necessidades envolvidas na disfunção urinária.

Por fim, é importante compreender que a disfunção urinária não deve ser encarada com um curso normal e sem saída, mas sim possível de ser tratada. Procure um especialista e viva melhor.