Tratamento

Tratamento

Existem diversas opções de tratamento para a bexiga hiperativa, que variam de alternativas minimamente invasivas à cirurgia. Saiba quais são elas:

Toxina botulínica A: com duração de 30 minutos e que consiste na injeção do medicamento na bexiga através de um endoscópio próprio para as vias urinárias (conhecido como cistoscópio). A toxina botulínica A ajuda a inibir as contrações involuntárias da bexiga, permitindo que a pessoa tenha controle sobre a vontade de urinar.

O benefício da toxina botulínica é atingido em média uma semana após a primeira injeção e dura, em média, de seis a nove meses. 

Por ter ação local, os efeitos colaterais desta opção terapêutica são mínimos, e com aplicações periódicas, o benefício é permanente. 

Terapia comportamental: tem como objetivo ajudar o paciente a controlar a vontade de ir ao banheiro com orientações de conduta, hábitos, tais como os momentos adequados para ingerir líquido e manobras para adiar a vontade de ir ao banheiro. Os resultados começam a ser percebidos com mais efetividade a partir do terceiro mês de tratamento.

Fisioterapia Pélvica: consiste na prática de exercícios para fortalecer a musculatura da pelve, ajudando a bexiga a conter a hiperatividade. Recomenda-se que este tratamento seja feito por pelo menos três meses ininterruptos para a observação dos resultados.

Eletroestimulação: através de dispositivos que podem ser implantados no órgão genital, reto ou na superfície da perna, esta alternativa induz estímulos elétricos para diminuir a hiperatividade da bexiga e controlar a contração involuntária.

Para um resultado melhor, recomenda-se que este tratamento seja feito por pelo menos três meses.

Medicamentos orais: no caso da bexiga hiperativa, alguns anticolinérgicos (substância que bloqueia os sinais nervosos de contração do musculo da bexiga) são indicados visando o controle das contrações irregulares. Com até dois meses de tratamento é possível avaliar a resposta do organismo aos medicamentos.

Embora apresente grande eficácia, cerca de 80% dos pacientes apresentam efeitos colaterais como boca seca, visão turva, taquicardia e sonolência, e acabam desistindo do tratamento. 

Neuromodulação: trata-se de um aparelho parecido com um marca passo cardíaco, de aproximadamente cinco centímetros, que é inserido no subcutâneo (abaixo da pele) na região pélvica. Ele gera pequenos estímulos que visam modular a contração anormal da bexiga. De alto custo, o tratamento requer acompanhamento periódico para ajustes de corrente do dispositivo.

Cirurgia: indicada quando todos os tratamentos anteriores não surtiram efeitos satisfatórios, consiste em procedimento operatório que utiliza parte do intestino para aumentar o tamanho da bexiga.

Um de seus possíveis efeitos colaterais é a presença de muco na urina.

Consulte um médico e tire suas dúvidas.